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Porto Velho,29/08/2025

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Maduro aparece de farda militar e fala em 'defender a soberania' em meio a crise com os EUA

g1.globo.com
Maduro aparece de farda militar e fala em 'defender a soberania' em meio a crise com os EUA


Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aplaude soldados das Forças Especiais durante cerimônia em Caracas, na Venezuela, em 28 de agosto de 2025.
Presidência da Venezuela via Reuters
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apareceu de farda militar ao visitar tropas na quinta-feira (28), mesmo dia em que navios de guerra dos Estados Unidos começaram a chegar no sul do Caribe, próximo da costa da Venezuela.
Maduro falou em "defender a paz e a soberania nacional" em meio a crise com o governo de Donald Trump.
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“Hoje posso dizer, depois de 20 dias seguidos de anúncios, ameaças, guerra psicológica, 20 dias de cerco contra a nação venezuelana, que hoje estamos mais fortes que ontem, mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial do que ontem — muito mais”, afirmou o líder venezuelano.
Maduro também elogiou o presidente colombiano, Gustavo Petro, pelo envio de 25 mil soldados para reforçar a segurança na região de Catatumbo, uma área estratégica na fronteira compartilhada entre os dois países.
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aparece de farda militar ao caminhar com integrantes do governo e tropas em Caracas em 28 de agosto de 2025.
Presidência da Venezuela via REUTERS
Navios de guerra dos EUA chegam à costa da Venezuela
EUA divulgam imagens de embarcações enviadas para a costa da Venezuela
Navios de guerra dos Estados Unidos chegaram ao sul do Caribe, próximo da costa da Venezuela, disse uma autoridade norte-americana à agência Reuters nesta quinta-feira (28). Outras embarcações também estão a caminho da região.
Segundo a agência, sete navios de guerra e um submarino nuclear já estão na região ou devem chegar até o início da próxima semana. O governo dos EUA afirma que a operação tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas.
A frota inclui navios como o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale. As embarcações estão transportando 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais, segundo a Reuters.
A agência disse ainda que o Exército dos EUA também tem feito voos com aviões espiões P-8 na região para coletar informações. No entanto, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a operação está acontecendo exclusivamente em águas internacionais.
Nesta quinta-feira, o embaixador da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de promover uma campanha terrorista na região. Ele se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para discutir a operação norte-americana.
“É uma operação massiva de propaganda para justificar o que os especialistas chamam de ação cinética – ou seja, intervenção militar em um país que é soberano e independente e não representa ameaça a ninguém”, disse.
Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre a operação. Um jornalista perguntou se os EUA avaliavam atacar a Venezuela, após comentar que o aparato militar enviado ao Caribe era maior do que o necessário para ações contra o tráfico de drogas.
Leavitt disse que não iria comentar ações militares e reafirmou que Nicolás Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela. Segundo ela, o venezuelano é um fugitivo da Justiça dos EUA.
"Trump está preparado para usar todos os elementos da força americana para impedir que as drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. E, como já disse aqui deste púlpito, o regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela", declarou.
O termo em inglês usado por Leavitt, "power", pode ser traduzido como "força" ou "poder".
Embora o governo Trump culpe a Venezuela pela entrada de drogas nos Estados Unidos, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU apontou que as principais drogas consumidas pelos americanos não vêm de lá.
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Navio anfíbio USS San Antonio, integrante do grupo de combate Iwo Jima da Marinha dos Estados Unidos.
Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos
EUA x Maduro
Maduro é acusado pelos EUA de narcoterrorismo. Ele é apontado pelo governo americano como líder do Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional.
No início de agosto, os EUA dobraram a recompensa por Maduro, estipulando um valor de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação do venezuelano.
Maduro tem classificado as ações recentes dos Estados Unidos como ameaças. Diante da movimentação militar, ele anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para proteger o território da Venezuela.
"Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela", proclamou. "Mísseis e fuzis para a classe operária, para defender a nossa pátria!"
A Venezuela também enviou 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia após o governo vizinho afirmar que os EUA estavam usando o narcotráfico como uma "desculpa para invasão militar". Por outro lado, o governo colombiano descarta colaborar com Maduro.
Na terça-feira (26), em um documento enviado à ONU, a Venezuela classificou as ações dos Estados Unidos como "grave ameaça à paz e à segurança regional" e pediu que a ONU monitore a "escalada de ações hostis" e "ameaças" do governo dos EUA.
Enquanto isso, países como Argentina, Equador, Paraguai e Guiana seguiram os Estados Unidos e também declararam o Cartel de los Soles como uma organização terrorista. Trinidad e Tobago, que fica muito próxima da Venezuela, também disse apoiar a ação militar dos EUA.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, líder do chavismo na Venezuela
Kevin Lamarque e Manaure Quintero/Reuters
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