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Porto Velho,29/08/2025

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Israel declara Cidade de Gaza 'zona de combate perigosa' e suspende corredor humanitário

g1.globo.com
Israel declara Cidade de Gaza 'zona de combate perigosa' e suspende corredor humanitário


Fumaça é vista na Cidade de Gaza após bombardeio de Israel, em 13 de agosto de 2025.
Dawoud Abu Alkas/ Reuters
O Exército israelense declarou nesta sexta-feira (29) que a Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa de Gaza, agora é “uma zona de combate perigosa” e disse estar atuando "com grande intensidade" nos arredores da cidade.
O anúncio é mais um passo rumo à tomada da cidade, no que Israel diz compor esforços para a "vitória total" sobre o grupo terrorista Hamas. Israel diz já controlar os arredores da Cidade de Gaza, e já realiza operações com soldados e tanques de guerra nessas regiões.
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“A partir de hoje (sexta-feira), às 10h00 (4h no horário de Brasília), a pausa tática local nas atividades militares não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que passa a constituir uma zona de combate perigosa”, disse o Exército em comunicado, referindo-se a pausas diárias nos combates e um corredor humanitário estabelecido na cidade, no final de julho, para aumentar a distribuição de comida.
Israel também anunciou nesta sexta-feira que recuperou o corpo do refém Ilan Weiss e "evidências relacionadas a outro refém morto", que não foi identificado, durante uma operação na quinta. O governo Netanyahu acredita que ainda há cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, sendo por volta de 20 ainda vivos.
Cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza, segundo a ONU, sendo que alguns deles chegaram ao local após serem forçados a fugir da guerra entre Israel e Hamas, que dura quase dois anos. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que uma ampla ofensiva na cidade terá consequências catastróficas.
Homem carrega corpo de criança morta durante ataque na madrugada na Cidade de Gaza, em 29 de agosto de 2025.
Dawoud Abu Alkas/ Reuters
Nos últimos dias, o Exército de Israel tem pedido que os moradores evacuem a Cidade de Gaza, e um porta-voz da pasta disse na quarta-feira que esse é um processo "inevitável".
Ao mesmo tempo, o Exército israelense afirmou que cada família que evacuar a cidade e "se mudar para o sul receberá a maior assistência humanitária possível". Segundo o porta-voz Avichay Adraee, uma estrutura está sendo organizada para os receber no sul de Gaza, que incluiria tendas, futuros novos complexos de distribuição de ajuda humanitária, e uma rede de água.
Israel busca tomar a Cidade de Gaza como próximo grande passo na guerra contra o grupo terrorista Hamas —posteriormente, o objetivo é controlar todo o território palestino, segundo o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O Exército israelense reiterou nesta sexta-feira que já iniciou os "primeiros estágios" da tomada da cidade. (Leia mais abaixo)
Milhares de palestinos já fugiram da cidade, mas líderes religiosos disseram nesta semana que permaneceriam no local, porque deixar a cidade e tentar fugir para o sul seria “nada menos que uma sentença de morte”.
Fotos da agência de notícias AFP tiradas na região na quinta-feira mostraram filas de pessoas deixando suas casas rumo ao sul em vans e carros carregados de colchões, cadeiras e sacolas. A ONU afirma que o deslocamento forçado em massa de palestinos, como o que pode ocorrer na Cidade de Gaza, pode configurar um crime de guerra.
A evacuação da Cidade de Gaza e o preparo para a ampla ofensiva militar ocorrem em meio a uma grave crise humanitária causada pela guerra, e a ONU identificou nesta semana na cidade o estado de fome generalizada, a 1ª vez que isso ocorre no Oriente Médio.
Bombardeada desde o início da guerra, a Cidade de Gaza enfrenta um aumento nos ataques aéreos de Israel desde o dia 8 de agosto, quando o governo Netanyahu aprovou os planos para tomar a cidade. Tanques israelenses avançam cada vez mais sobre a cidade, com bombardeios a casas em diferentes bairros, segundo agências de notícias. Moradores dos bairros periféricos de Ebad-Alrahman e Zeitoun relataram ataques e bombardeios intensos.
Tanques israelenses se concentram na fronteira com a Faixa de Gaza em 26 de agosto de 2025.
REUTERS/Amir Cohen
Diversos países da comunidade internacional e o papa Leão XIV fizeram apelos nos últimos dias para Israel parar com a guerra e aceitar uma proposta de cessar-fogo com libertação de alguns reféns em poder do Hamas, aceita pelo grupo terrorista em meados de agosto. Netanyahu, no entanto, afirmou que tomará a Faixa de Gaza de qualquer maneira e seu objetivo agora é obter a libertação de todos os reféns de uma vez.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, prometeu na semana passada destruir a Cidade de Gaza caso o Hamas não aceite o fim da guerra sob as condições do país.
Tomada da Cidade de Gaza
Fumaça é vista após uma explosão durante uma operação israelense, na Cidade de Gaza nesta segunda (25)
REUTERS/Dawoud Abu Alkas
A tomada da cidade, que prevê uma ampla operação terrestre com tanques, soldados e intensos bombardeios, integra plano para captura total do território palestino aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no início de agosto, e vem sendo preparado pelas Forças Armadas desde então.
Também nesta quarta-feira, o gabinete do Netanyahu ordenou ao Exército a "redução dos prazos" para assumir o controle de redutos do Hamas e derrotar o grupo terrorista palestino. O comunicado do governo, no entanto, não especificou quais são as novas datas.
Segundo Defrin, a nova ofensiva entrou em seus "primeiros estágios" após um confronto com o grupo terrorista Hamas, porém não deu mais detalhes. Israel ainda se prepara para lançar a ofensiva com força total, e para isso convocou outros 60 mil reservistas nesta quarta.
A operação militar na Cidade de Gaza e seus arredores será "progressiva, precisa e seletiva", explicou um comandante militar israelense nesta quarta. "Alguns destes locais são zonas nas quais não operamos anteriormente, onde o Hamas ainda mantém capacidade militar", detalhou. A operação "vai continuar até 2026", antecipou a rádio militar.
Algumas horas depois do anúncio israelense, o Hamas se pronunciou e afirmou que o plano de conquista de Gaza mostra o "desrespeito flagrante" de Israel pelos esforços de mediação. Há dois dias, o grupo terrorista concordou com a proposta de cessar-fogo proposta pelo Egito e pelo Catar.
Há alguns dias, a Cidade de Gaza vem sendo alvo de intensos bombardeios, a exemplo dos bairros de Zeitun e Al Sabra, atingidos nas últimas horas, segundo relatos os moradores a agências de notícias.
A tomada total e gradual de Gaza ocorre após o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o tenente-general Eyal Zamir, ter discordado de Netanyahu sobre qual seria o próximo passo para buscar a vitória total contra o Hamas.
Zamir tinha receios de que uma investida expandida contra a Cidade de Gaza colocaria em perigo as vidas dos reféns que ainda estão sob poder do Hamas, porém, disse na semana passada que governo e Exército estão unidos em prol do objetivo.
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